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Modelo Denver de Intervenção Precoce
O Modelo Denver de Intervenção Precoce trata-se de uma terapia comportamental voltada para as crianças com autismo.
Em 2012, foi considerado uma das melhores descobertas médicas pela revista Times.
 
Destaca-se por ser uma abordagem terapêutica com resultados comprovados em crianças autistas com idade que varia de um a quatro anos.
O Modelo Denver utiliza princípios da Análise do Comportamento Aplicada (ABA, sigla em inglês). Sendo assim, os pais e terapeutas usam atividades lúdicas para reforçar os comportamentos positivos.
 
Por meio de brincadeiras, as crianças são encorajadas a melhorar suas habilidades linguísticas, sociais, cognitivas, reciprocidade, afeto entre outras.
 

Como funciona o Modelo Denver de Intervenção Precoce

 
Ele ajuda a estabelecer comportamentos focados no relacionamento nas crianças desde cedo, o que contribuirá na sua integração a grupos sociais.
Algumas pesquisas comprovaram que o Modelo Denver melhora a atividade cerebral relacionada às habilidades sociais e de comunicação dos autistas.
Ajuda a estabelecer comportamentos focados no relacionamento nas crianças desde cedo, o que melhora sua integração social.
 
Destaca-se por ser uma intervenção baseada no relacionamento e envolve os pais e familiares da pessoa com o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).
Por meio de suas atividades cotidianas, as crianças autistas conseguem se conectar, se comunicar e a aprender.
 
Para trabalhar a interação social são utilizados três tipos diferentes de jogos e atividades.
O primeiro consiste em jogos com brinquedos apropriados à idade da criança.
Há também brincadeiras sociais com o objetivo de promover a interação social.
E podem ser usadas atividades como pintar, desenhar e brincar.
 
Essas atividades ajudam a promover a interação social e aumentam a motivação da criança para criar novos contatos sociais e melhoram a capacidade de aprendizagem.
O objetivo é promover a importância das recompensas sociais e, consequentemente, melhorar a atenção e motivação da criança.
 

Como Utilizar

 
O método pode ser usado em diferentes contextos, incluindo a casa da criança, uma clínica ou até mesmo na escola. O modelo utiliza estratégias naturalistas.
Por isso, o envolvimento dos pais e pessoas próximas é fundamental.
Os terapeutas explicam as estratégias que devem ser praticadas no ambiente familiar.
É muito importante encontrar especialistas no Modelo Denver para aplicar a técnica de forma adequada e segura.
 

Principais características do Modelo Denver

 
• Interação parental profunda.
• Lições de linguagem e comunicação baseadas em um relacionamento
afetivo e positivo.
• Ênfase no afeto positivo e na dinâmica interpessoal.
• Estratégias retiradas da ABA.
• Atividades conjuntas que reforçam o envolvimento compartilhado.
• Uma sensibilidade maior aos objetivos normais de desenvolvimento infantil.
 

O Modelo Denver pode ser aplicado por:

 
• Psicólogos;
• Especialistas em comportamento;
• Terapeutas ocupacionais;
• Fonoaudiólogos;
• Especialistas em Intervenção Precoce;
• Pediatras.
 
Para ser eficaz, procure ajuda de um profissional capacitado e habilitado para aplicar o método.
Os profissionais que trabalham com o Modelo Denver devem seguir algumas etapas do check list para avaliar o desenvolvimento da criança, saber quais habilidades foram adquiridas e quais faltam ser aprimoradas.
As principais habilidades avaliadas inicialmente são: comunicação receptiva, comunicação expressiva, competência social, habilidades motoras, habilidades de imitações, cognição, comportamentos e independência.
Geralmente, após alguns meses, são realizadas novas avaliações para identificar o que foi possível evoluir e traçar novos objetivos se for necessário.
 

Saiba um pouco mais

 
O Modelo Denver de Intervenção Precoce foi desenvolvido e aperfeiçoado após muitos anos de estudos e pesquisas no Centro de Excelência em Autismo, na Califórnia (EUA).
O diferencial do método é usar estratégias de ensino naturalistas, em que a criança aprende brincando a desenvolver ferramentas necessárias para explorar o mundo e se relacionar com as pessoas.

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista que estuda o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) há quase 10 anos, Fabiele Russo é Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) e Pós-doutorado pela USP. Possui ampla experiência na área do autismo.