fbpx

Artigos

Young Boy Studying At Desk In Bedroom In Evening

As pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), muitas vezes, apresentam dificuldades em se comunicar e interagir com os outros. Por isso, não conseguem socializar e podem ter problemas para realizar as atividades diárias. A Terapia Ocupacional (TO) trabalha com exercícios e dinâmicas que ajudam na reabilitação de pessoas que apresentam alguma limitação no aspecto psicomotor e cognitivo. Cabe ao especialista de TO, ajudar a criança com o TEA a desenvolver a autonomia e independência e melhorar a qualidade de vida em casa e o aprendizado na escola.
Os profissionais de Terapia Ocupacional usam uma variedade de métodos para abordar e promover as habilidades necessárias para que a pessoa com autismo realize suas atividades do dia a dia. Por meio de técnicas específicas, o terapeuta ocupacional ajuda o autista a desenvolver suas habilidades da vida diária, como usar o banheiro, a se vestir, a escovar os dentes, pentear o cabelo, por exemplo. Também contribui com a melhora das habilidades motoras – como a melhora da caligrafia ou andar de bicicleta, por exemplo.

Se o seu filho (a) for encaminhado (a) para um terapeuta ocupacional, o profissional primeiramente fará uma avaliação abrangente para compreender a criança, sua família, suas necessidades e estabelecer algumas metas. Lembrando que a terapia é adaptada de acordo com as necessidades de cada criança. Os terapeutas ocupacionais levam em conta as capacidades e necessidades físicas, sociais, emocionais, sensoriais e cognitivas do autista para desenvolver as habilidades do autista.
No caso do autismo, o terapeuta ocupacional trabalha para desenvolver habilidades para a escrita, habilidades motoras finas e habilidades da vida diária. No entanto, um papel muito importante é também avaliar e intervir nos distúrbios do processamento sensorial da criança. Isso é benéfico para remover as barreiras de aprendizagem e ajudá-los a se tornarem mais calmos e mais concentrados.
Além disso, a TO também dá suporte para as crianças no desenvolvimento de suas habilidades de comunicação. Muitas crianças com autismo sentem dificuldades em expressar suas emoções ou entender os sentimentos e reações das pessoas. A Terapia Ocupacional pode abordar questões de comportamento e dar a essas crianças ferramentas para interagir com outras pessoas de maneira mais eficaz.

A Terapia Ocupacional trabalha também na integração de atividades em seu dia a dia que satisfazem suas necessidades sensoriais e reduz o excesso ou a falta de estímulo. Além disso, os terapeutas ajudam na integração sensorial da criança. Sendo assim ajudam a criança a responder de forma adequada à luz, ao som, ao toque, aos cheiros e outras informações. A intervenção geralmente foca em atividades destinadas a ajudar uma criança a gerenciar melhor seu corpo no espaço. O profissional pode também contribuir com as questões emocionais do autista. Isso pode incluir a identificação de emoções em si mesmo e nos outros, pois é comum que eles tenham dificuldade em interpretar emoções.

Benefícios da Terapia Ocupacional:

– Aumento da capacidade de atenção e concentração;
– Melhora da coordenação motora;
– Melhora do desempenho escolar;
– Melhora do desempenho em ambientes domésticos;
– Mais independência;
– Mais interação social;
– Redução da ansiedade;
– Desenvolve os relacionamentos;
– Expressar os sentimentos de forma adequada;
– Aumenta a autoconfiança.

É bastante importante encontrar um terapeuta ocupacional credenciado pelo órgão competente para que as intervenções terapêuticas sejam eficazes. Por isso, busque uma indicação de um pediatra ou médico de confiança. Atualmente, os terapeutas ocupacionais atuam em hospitais, em clínicas particulares ou centros especializados de reabilitação. A participação dos pais e familiares também é fundamental nesse processo.

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista que estuda o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) há quase 10 anos, Fabiele Russo é Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) e Pós-doutorado pela USP. Possui ampla experiência na área do autismo.