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A importância da Educação Física para o desenvolvimento motor

Manter o corpo ativo é fundamental para ter saúde e prevenir problemas desde cedo. As crianças têm contato com a atividade física logo na infância e também nas aulas de Educação Física. Mas você sabia que essas aulas proporcionam diversos benefícios além da recreação?

A Educação Física ajuda no desenvolvimento motor dos estudantes ao proporcionar a oportunidade de se movimentar e desenvolver suas habilidades.

Crianças e jovens devem praticar atividade física de forma lúdica, por meio de brincadeiras, jogos, esportes, tarefas e Educação Física nas escolas.

Ao se manter ativo, a criança e jovem melhora sua aptidão cardiorrespiratória e muscular, saúde óssea, cardiovascular e metabólica.

Apenas 60 minutos por três vezes por semana já fazem a diferença na saúde, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Ela ajuda o autista a manter-se fisicamente ativo e ter um estilo de vida saudável. Além disso, ajuda a desenvolver habilidades e ganhar experiências e aprendizados.

 

Desenvolvimento motor, autismo e Educação Física

Alguns estudos mostram que as crianças autistas podem ter graus diferentes de dificuldade com habilidades motoras finas e grossas. Essas dificuldades podem ser superadas e a Educação Física pode contribuir para isso.

Alguns autistas apresentam dificuldades de equilíbrio, consciência corporal e controle motor.  O que pode causar problemas para praticar esportes ou andar de bicicleta, por exemplo.

Contribui ao estruturar o meio ambiente adequado para a criança e o adolescente. Quem pratica atividade física regular consegue desenvolver a sua capacidade motora, garantindo a aprendizagem de habilidades específicas. Ela aprimora a motricidade do aluno, aumentando o equilíbrio, a organização temporal e a espacial.

 

5 benefícios da educação física para autistas

1 – Habilidades sociais – as atividades físicas desenvolvidas para autistas apresentam ganhos significativos em suas habilidades sociais e de comunicação.

A educação física promove brincadeiras em grupos, programas de corrida e jogos que contribuem para melhorar as dificuldades de quem tem o Transtorno do Espectro do Autismo.

2 – Mais força e resistência muscular – a prática de educação física é importante para a saúde física e também para aumentar a forca e resistência muscular dos autistas. Isso inclui esportes recreativos e jogos, além de brincadeiras.

3 – Habilidades de mobilidade – Aumenta o equilíbrio, a coordenação corporal, o controle visual-motor e outras habilidades de mobilidade.

4 Habilidades motoras – Alguns tipos de atividades físicas também contribuem para melhorar significativamente essas habilidades. Entre elas, destacam-se brincadeiras de pular e desviar de objetos.

5 – Controle da ansiedade – Pode contribuir para a diminuição da ansiedade.

Sair do sedentarismo e praticar atividade física regular estimula no organismo a produção de endorfina, que é responsável por causar bem-estar, aliviando a depressão e melhorando o humor.

 

Como incluir as crianças autistas nas aulas de Educação Física

As aulas de Ed. Física são uma grande oportunidade para diversão, a prática de exercícios, aprendizado e treino de habilidades sociais para todas as crianças, mas quem tem autismo pode ter dificuldades. Porém, a inclusão nas aulas de Educação Física é necessária e fundamental.

Os professores de Ed. Física devem tornar as aulas divertidas e que ofereçam pouco risco para os autistas desenvolver suas habilidades. É importante se concentrar em jogos que exigem cooperação.

Os pais devem participar ativamente e saber como está o desempenho dos filhos nas aulas de Educação Física.

 

Referências

https://www.autismspeaks.org/expert-opinion/does-physical-activity-have-special-benefits-people-autism

https://www.autismparentingmagazine.com/support-your-asd-child-in-physical-education/

Dra. Fabiele Russo

Neurocientista que estuda o Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) há quase 10 anos, Fabiele Russo é Mestre e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP) com Doutorado no exterior pelo Departamento de Pediatria da Universidade da Califórnia, San Diego (UCSD) e Pós-doutorado pela USP. Possui ampla experiência na área do autismo.